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Nascida
a 27 de Agosto de 1910, em Skopje na antiga Iugoslávia e filha de pais
albaneses, a missionária tinha 12 anos quando descobriu a sua verdadeira vocação
e, seis anos mais tarde, quando decidiu ser freira, ingressou na Ordem da Nossa
Senhora de Loreto, uma organização irlandesa com conventos em Calcutá.
Já em Calcutá, em 1948, Madre Teresa deixa a ordem do Loreto e começou a sua missão de ajuda aos habitantes dos bairros pobres da Índia, através da ordem "As Missionárias da Caridade" fundada pela Madre.
A
enorme expansão internacional da Ordem de Madre Teresa de Calcutá aumentou o
seu reconhecimento a nível mundial, levando-a a ganhar imensos prêmios e
louvores: em 1962 foi-lhe atribuído um prêmio pela sua ação humanitária, o
Prêmio Padma Shri. Em 1971, a missionária recebeu das mãos do papa Paulo VI o
prémio da paz João XXIII e, em 1976, a então primeiro ministro da Índia,
Indira Ghandi, coferiu-lhe o grau de Doutor Honóris Causa. Em 1985, nos Estados
Unidos, Ronald Reagan entregou-lhe pessoalmente a Medalha Presidencial da
Liberdade. Todavia, a distinção que superaria todas as outras foi o Prêmio
Nobel da Paz de 1979.
Madre
Teresa recebeu todas estas homenagens "em nome de todos os pobres do
mundo" e utilizou o montante do seu Prêmio Nobel para lhes construir
casas. Por esta altura, a religiosa dizia:
"Amar o próximo é uma política realista. Sinto-me grata e muito feliz por receber este prêmio, em nome dos
desprotegidos em todas as sociedades".
Era esta a maneira simples de Madre
Teresa. Recebia o dinheiro com uma mão e dava-o com a outra, enterrava-o
sobretudo para salvar vidas, curar cancerosos, dar de comer aos esfomeados que
inundam Calcutá, a cidade de todas as misérias. Não perdia tempo desnecessário
nas suas viagens e regressava logo que podia para junto dos seus protegidos. Em
1986, quando visitou o nosso país a convite das Missionárias da Caridade e em
que visitou o santuário de Fátima afirmou que:
"não tenho tempo a perder
com santuários" e que só lá tinha ido porque o próprio papa lhe pedira.
Sinônimo de bondade e caridade em todo o mundo, preocupava-se mais com a urgência
da sua Missão. Mesmo assim, em Fátima, aproveitou ainda para apelar às
pessoas para que se desprendessem dos seus bens "até doer" e para
fazerem qualquer coisa "bonita para Deus".
Mas
MadreTeresa tinha já problemas de saúde desde 1983, altura em que sofreu um
ataque cardíaco. O seu estado de saúde agravou-se de tal forma este ano que se
viu forçada a abandonar a liderança da ordem, a 13 de Março.
Ironicamente,
Madre Teresa de Calcutá morreu no dia 5 de Setembro, no momento em que se
preparava uma cerimônia de homenagem à falecida Diana de Gales. Esta cerimônia
pretendia ser o reconhecimento público de tudo o que a princesa tinha feito em
prol da ordem das Missionárias da Caridade.
O coração de Agnes Gonxa Bojaxhliu, mundialmente
conhecida por Madre Teresa de Calcutá, parou às 18 horas e trinta minutos do
dia 5 de Setembro de 1983.