No sul do país, a temperatura é constante em todo o ano (cerca de 26oC
a 28oC). Mas no norte, as variações são muito grandes. Na estação
fria, a temperatura varia de 17 oC, sendo mais baixa no norte, que no
sul. Nas grandes altitudes, o clima frio é predominante com neves eternas. As
chuvas são mais abundantes a oeste do planalto do Decan e a sudoeste do
Himalaia e no Baixo Ganges, tornando-se mais escassas no interior do Decan,
sobretudo a noroeste do país, onde se encontra o deserto de Thar. As médias de
precipitação anual varia entre menos de 135mm nas áreas desérticas do
noroeste e mais de 2000mm no nordeste.
Volta
Fauna
A fauna do país é rica em mamíferos
de grande porte, como leões, tigres, leopardos, lobo, raposas, chacais, cães
selvagens, ursos e a panda-vermelha; o elefante asiático, que desapareceu em várias
regiões, é comum no nordeste e sul do país; outros mamíferos importantes são
os rinocerontes, o javali, antílopes, veados, bisões, búfalos e macacos; os
roedores, principalmente esquilos, marmotas, ratos e lebres, são comuns em todo
o país. Com pelo menos 2060 espécies e sub-espécies, a Índia possui uma das
mais variadas faunas ornitológicas do mundo; as maiores espécies provavelmente
são o grou (da altura de um homem) e o abutra barbado; grande é a quantidade
de faisões, papagaios, periquitos, gansos, aves de rapina e pássaros canoros.
Volta
Flora
A
Índia possui um dos maiores luxuriantes revestimentos florísticos da Terra.
Suas principais regiões fitogeográficas são:
Himalaia Oriental,
onde predominam gramíneas e orquidáceas, mas ocorrem espécie de lauráceas no
sul do Vale do Bramaputra e pinheiros nas zonas temperadas; nas montanhas de
Kashi são comuns os pinheiros de luzon;
Himalaia
Ocidental, no qual ocorrem sobretudo gramíneas
e leguminosas, além de uma rica vegetação alpina; no noroeste e na porção
central, existem florestas de pinheiros, abetos e cedros-do-Himalaia;
Planície dos
Indus onde predomina uma vegetação
arbustiva, e esparsa, típicas das áreas semidesérticas;
Planície Gangética,
que se caracteriza por suas florestas de Shorea robusta, cuja medeira é
valiosíssima;
Região Malabar,
na qual dominam diversas espécies de coníferas de grande porte;
Região do Decan,
cuja vegetação característica consiste principalmente em árvores decíduas,
como as diversas espécies de acácias e tecas, que se levam sobre os extensos
bambuais.
Volta
Religião
Hinduísmo
Tendo sua origem remontada ao ano de 1500 a .
C., a religião hinduísta foi estabelecida pelos invasores arianos da Índia.
Os textos védicos antigos descreviam um universo cercado de água. No período
dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões sociais era
encontrada nos Vedas: da cabeça do deus primordial saíram os brâmanes (casta
social dominante), dos braços saíram os guerreiros, das pernas os produtores e
dos pés os servos (não-árias, ou "não-homens"). O mundo, conforme
a concepção desta época, foi formado a partir da organização, por força
divina, de um caos preexistente.
No sistema religioso hinduísta atual há uma
série de ramificações, que geraram crenças e práticas diversas, assim como
há muitos deuses e muitas seitas de diversas características. O Hinduísmo tem
sua ênfase no que seria o modo correto do viver (dharma). Os cultos
hinduístas são realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser
domésticos. A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja).
A palavra "Om", representa a vibração original, uma vibração que
transcende o início, o meio e o fim de todas as coisas, vinculando-se, desta
maneira, à imagem da própria divindade. Os códigos sagrados do Hinduísmo são:
os Vedas, consistindo em escrituras que incluem canções, hinos, dizeres
e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que incluem o Ramayana, o Mahabarata, e o Bhagavadgita.
O Hinduísmo é a religião atualmente predominante na Índia (pouco mais de 80%
da população).
Islamismo
Segundo dados estatísticos, o Islamismo é a
religião que mais rapidamente ganha adeptos na atualidade. A origem do
Islamismo é remontada ao século VII d. C. com as revelações de Alá ao
profeta Maomé. A religião reconhece Alá como seu único deus, assim como
reconhece em Maomé o legítimo profeta de seu deus. Os textos sagrados islâmicos
são: o Alcorão, obra que contém as revelações de Alá a Maomé; o Hadith,
contendo os pensamentos e as ações de Maomé; o Sunnah, conjunto de
regras de conduta a ser seguido pelos islâmicos.
Duas vertentes são reconhecidas no Islamismo
: os sunitas (o maior e mais ortodoxo grupo islâmico, constituindo maioria
religiosa em países como o Iêmen e a Arábia Saudita, entre muitos outros)
reconhecem a sucessão de Maomé por Abu Bakr e pelos três califas que o
seguiram; os xiitas reconhecem a sucessão de Maomé por Ali, seu sobrinho. Os símbolos
mais importantes para os islâmicos são a família e a mesquita, os elementos
centrais da vida dos seguidores do Islamismo. As práticas religiosas são
fundamentais, como por exemplo as cinco preces diárias a Alá; há também o
dever para com os necessitados de se oferecer uma parte dos bens; durante a data
do Ramadan, entre o amanhecer e o entardecer, há a obrigação do jejum; todos
os seguidores da religião, pelo menos uma vez em sua vida, devem realizar a
peregrinação à cidade de Meca, simbolizando a própria peregrinação de Maomé
à esta cidade.
Cristianismo
Muitas doutrinas cristãs
diferenciadas entre si surgiram desde as primitivas comunidades cristãs. A
origem destas comunidades se deu em plena expansão do Império Romano. Como o
Imperador romano era a também a figura religiosa máxima do Império, quaisquer
seitas eram prejudiciais ao seu poder absoluto. Desta forma, as comunidades
cristãs deste período foram perseguidas. No entanto, mais tarde, o Império
Romano adotaria as crenças cristãs como sua religião oficial, ocorrendo assim
a fundação da Igreja de Roma. A partir desta, originaram-se as diversas
doutrinas cristãs.
Com a excomunhão do Patriarca
de Constantinopla pelo Papa, em 1054, gerou-se um cisma e, como conseqüência,
a fundação de uma outra doutrina, a Igreja Ortodoxa , cuja concentração de
fiéis localiza-se mais ao leste europeu e porções centrais ao longo do
continente asiático. Por outro lado, séculos mais tarde, a Reforma,
desencadeada por Martinho Lutero, foi um movimento de contestação aos
preceitos religiosos e à própria organização clerical católica. Assim,
surgiram diversas doutrinas, sob a ordem do protestantismo. Ao longo dos tempos,
foram várias as religiões originadas a partir desta ramificação (Igreja
Luterana, Igreja Metodista, Igreja Presbiteriana, Igreja Anglicana etc.).
O marco fundamental da origem do cristianismo
refere-se ao nascimento de Jesus Cristo. Uma série de feitos miraculosos são
vinculados à figura de Jesus. Neste período, a disseminação da religião
pelas camadas mais populares se deveu à dedicação nas pregações realizadas
pelos doze apóstolos de Cristo (André, Bartolomeu, Felipe, Jaime, Jaime filho
de Alfeu, João, Judas Iscariotes, Judas Tadeu, Mateus, Pedro, Tadeu e Tomás).
Mas a grande expansão cristã deu-se, séculos mais tarde, com a própria
expansão colonial dos povos cristãos europeus colonizadores, que levaram a fé
cristã para além-mar, no período das Cruzadas. No Brasil, a fé cristã foi
trazida inicialmente pelos primeiros catequizadores da Companhia de Jesus.
O calendário internacional toma o nascimento
de Jesus Cristo como marco referencial para a contagem dos anos. As datas cristãs
comemoradas são o Natal (nascimento de Jesus Cristo), o Dia
de Reis, a Quaresma e a Páscoa. A Ascensão e os Pentecostes também constituem
datas comemorativas, embora sejam mais difundidas apenas entre os seguidores de
algumas das doutrinas originadas do Cristianismo.
A Bíblia Sagrada,
constituindo a obra central para o Cristianismo como um todo, encerra as idéias
fundamentais da crença. O Cristianismo baseia-se na crença monoteísta, ao
contrário das crenças contemporâneas à sua origem. Segundo a religião, Deus
é o criador de todas as coisas no Universo, tendo criado o mundo em sete dias
(Gênese). As religiões cristãs preconizam o amor a Deus e ao próximo,
conforme os ensinamentos de Jesus. Acredita-se na ressurreição de Cristo, e é
estabelecido o conceito da Santa Trindade, em que Deus é pai, Jesus Cristo o
filho, e o Espírito Santo a presença contínua de Deus na Terra.
Sikhismo
A palavra "Sikh"
significa "disciplina". Não há uma hierarquização na organização
clerical da religião. Os cultos são realizados nos templos, onde hinos de
louvor são cantados e orações matinais são feitas. A figura do guru
significa, para os sikhistas, o guia dos seguidores para sua libertação (Moksa).
Os sikhistas adotam como textos sagrados o Guru Grant Sahib e o Janam-Sakhis,
ou "Histórias da Vida", escrito 80 anos após a morte de Nanak, o
fundador da religião (cuja origem é remontada à Índia do século XV).
Budismo
O Budismo originou-se nos fins
do Período Bramânico na Índia, que se estendeu aproximadamente entre os séculos
IX e III antes de Cristo. Tal período pode ser subdividido entre um período
bramânico ortodoxo (período de predominação dos Bramanas), um período bramânico
desviante (do qual originaram-se as Upanisadas) e período das heterodoxias.
Este último dá lugar à origem do jainismo e do budismo. De uma maneira geral,
o budismo prega um caminho de libertação e salvação mais individualizado.
No decorrer de sua existência,
a crença budista subdividiu-se em duas correntes: o Budismo Theravada, mais próximo
da origem dos ensinamentos budistas (prega um único caminho para a redenção:
esforço e disciplina), e o Budismo Mahayana (predominante, por exemplo, em países
como o Butão, país sob regime monárquico constitucional, e na Coréia do
Sul), do qual geraram-se doutrinas como a Bodhisattva e o Zen-Budismo, esta última
possuindo foco de concentração no Japão (embora neste último país predomine
a religião xintoísta). O Budismo, de modo geral, é organizado sob um sistema
monástico.
O principal livro sagrado
budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos
de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto
de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do
Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita
Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como
verdade. O sistema budista de crença é baseado em quatro princípios ou
verdades fundamentais: o sofrimento sempre se faz presente na vida; o desejo é
a causa crucial do sofrimento; a aniquilação do desejo leva à aniquilação
do próprio sofrimento; a libertação individual é atingida através do
Nirvana. O Nirvana contraria-se à idéia do Samsara (o ciclo de nascimento,
existência, morte e renascimento). Para os budistas, o caminho da libertação
e atingido a partir do momento em que o ciclo do Samsara é quebrado. O
rompimento do ciclo da vida é justamente o Nirvana, o qual pode ser alcançado
através de passos: a compreensão correta, o pensamento correto, o discurso
correto, a ação correta, a vivência correta, o esforço correto, a consciência
correta, a concentração correta. Todos estes passos são perseguidos através
da auto-disciplina e da meditação, além de exercícios espirituais.
O Budismo foi fundado na Índia
em aproximadamente 528 a.C. pelo príncipe Sidarta Gotama, o Buda (o Iluminado,
cuja existência se estendeu aproximadamente de 563 a 483 a.C.), Hoje em dia, a
maior concentração de seguidores budistas localiza-se na região do leste asiático).
A Índia atual, na verdade, possui grande maioria hinduísta (pouco mais de 80%
de sua população total).
Jainismo
Em sua origem, o Jainismo constituiu, ao lado
do Budismo, uma vertente surgida no período das heterodoxias decorrentes da
tradição bramânica na Índia. No decorrer de sua existência, a religião
separou-se em duas vertentes: a Svetambara, que segue os cânones das escrituras
que contêm os sermões e diálogos de Mahavira; e o Digambara, que acredita que
os ensinamentos originais foram perdidos, mas a mensagem original é preservada.
Os textos sagrados do Jainismo são: os Culika-sutras, que se dirigem à
natureza da mente e do conhecimento; os Chedra-sutras, que contêm as
regras do ascetismo para os monges jainistas; o Ágama, texto
especificamente seguido pela vertente Svetambara, considerando este texto como
uma coleção de diálogos do próprio Mahavira. O sistema monástico regido por
regras de ascetismo caracteriza a organização jainista. Além do ascetismo,
outras regras devem ser seguidas: devoção à "tarefa" por toda a
existência, abstenção total de posses pessoais, celibato e recusa do ato
sexual, nunca prejudicar quaisquer seres vivos, nunca mentir e nunca roubar.
A origem do Jainismo é remontada à Índia do
século VI a. C., cuja fundação foi desencadeada por Vardhamana Mahavira.
Volta
Geologia
e Relevo
Geologicamente, o país consiste
em três elementos distintos: o Himalaia, a Planície Indo Ganética, e o
Planalto do Decan. Ao norte, como gigantesca barreira natural, ergue-se a
Cordihleira do Himalaia que, com suas encostas escrapadas e as maiores elevações
do planeta, isola completamente o país do resto da Ásia. De seus contrafortes,
desce o maior rio indiano, o Ganges que desemboca no Golfo de Bengala, por
intermédio de um vasto delta situado no Paquistão Oriental, onde confunde com
as águas do rio Bramaputra. Com os materiais trazidos do Himalaia, o Ganges
construiu a planície Indo-Gangética, grande área de formação sedimentar,
que se alonga de Nordeste para Sudoeste, com largura não superior a 300Km,
uniforme, de altitudes modestas, de formação recente e extraordináriamente
rica em aluviões, que se renovam a cada cheia d rio. A planície Indo-Gagética
é a região vital do país.
Para o sul, estende-se o planalto
do Decan, bloco triangular maçico, constituído por terrenos cristalinos vulcânicos,
um dos remanescentes do continente de Gonduanda, que teria existido na Era
Paleozóica. Trata-se da área profundamente acidentada, em cujos bordos se
elevam montanhas escarpadas, com altitudes inferiores a 3Km: são os Gates
Ocidentais voltados para o mar da Arábia, e os Gates Orientais voltados para o
golfo de Bengala. No sopé dessas elevações abrem-se planícies litorâneas,
alongadas e geralmente estreitas. A noroeste, deabamentos tactônicos abriram
uma fossa, junto ao quals se abrem os montes Vindia e Saputra.
Volta
Principais
Cidades
Nova Délhi
Formada por dois
núcleos distintos: antiga cidade de Délhi e a capital federal. Nova Délhi,
uma cidade jardim fundada em 1931 para abrigar a administração (na época
ainda sobre domínio inglês). Existe um pequeno setor industrial, fabricas de
conservas alimentícias e produtos químicos.
Calcutá
Capital do Estado
de Bengala Ocidental é o maior aglomerado urbano no país. Conquistada em 1690
pela Companhia Inglês das Índias Orientais, que nela construiu o forte
William. Em 1756, o Príncipe Suraja Dowla tomou a cidade, mas os ingleses
reconquistaram-na no ano seguinte. Em 1883 tornou-se Capital do Império das Índias,
posição que ocupou até 1912. Nela se desenvolveram vários centros
industriais: ao nordeste, o de Dum Dum, com suas fábricas de armas e munições;
ao sul, perto de Alipur, grandes complexos de metalúrgicos e mecânica, fábricas
de automóveis e vagões, beneficiadoras de arroz e construtores navais; nos
rios de Hooghly, manufaturadas de juta. Um quarto da população vive em taperas
de chão batido, cada uma abrigando cerca de quinze mil pessoas. Perto de 200
000 habitantes dormem nas ruas esfomeados. Essa extrema miséria é conseqüência
sobre tudo da grande massa de refugiados de Bengala Oriental (antigo Paquistão
Oriental) que para lá fugiram desde a independência Indiana e sua separação
do Paquistão (muçulmanos). Calcutá tem o porto bem aparelhado por onde passam
quase a metade das exportações do país e um quarto das importações.
Kanpur
Construída as
margens do Ganges, desenvolveu-se no fim do século XIX como centro ferroviário,
devido à presença de uma importante guarnição britânica. Transformou-se num
grande centro industrial, especializado na fabricação de calçados, e que
possui também industrias têxteis, metalúrgicas e químicas.
Vãrãnasi
(Benares)
Cidade de Uttar
Pradesh, chamada Varanasi em hindi, é o centro da religião e da cultura hinduístas:
desde o século VI a.C. está consagrada ao culto da deusa Siva. Tem mais de 5
quilômetros de templos, monumentos funerários, palácios, e escadarias
alinhados ao longo do Ganges, o rio sagrado dos hindus. Há sempre uma multidão
de peregrinos meditando nesses lugares, na posição de lótus, lendo livros
sagrados e banhando-se no rio. A cidade tem mais de mil e quinhentos tempos. Há
também uma escola de sânscrito (Queen’s College), que existe desde 1791.
Muito artesanatos de cobre, madeira e seda absorvem a mão-de-obra local
Bombaim
A mais populosa
cidade indiana, é a capital do estado de Maharashtra. Originalmente edificada
sobre sete ilhotas de lava, liga-se ao norte da ilha Salsette (com a qual forma
a chamada grande Bombaim) é o continente. A cidade tem indústrias do setores têxtil,
alimentar, químico, mecânico, nuclear e cinematográfico, concentradas
principalmente nos bairros de Parel e Dadar, ao norte da cidade, e que utilizam
cerca de 44% da população ativa do local.
Madras
Construída as
margens do Ganges, desenvolveu-se no fim do século XIX como centro ferroviário,
devido à presença de uma importante guarnição britânica. Transformou-se num
grande centro industrial, especializado na fabricação de calçados, e que
possui também industrias têxteis,metalúrgicas e químicas.
Bangalore
Capital do
Estado de Mysore, fundada no século XVI. Famosa antigamente por suas fábricas
de sedas, é uma cidade moderna, cheia de espaços verdes. Tem vários
estabelecimentos da Universidade de Mysore, sobretudo de pesquisa como Instituto
de Ciência e o Instituto de Pesquisas Raman. Conta com industrias eletrônicas
de material eletrônico e de helicópteros.
Volta
Cultura
De grande diversidade cultural, a Índia tem no seu povo o retrato de uma
sociedade rica em costumes mas também de confrontos étnicos. Os hinduístas e
muçulmanos estão sempre em animosidades, pelo lado da religião, mas a origem
do povo indiano através das invasões de outros povos, deixa claro que a grande
diversidade cultural é resultado de animosidades, mas nem por isso deixa-se de
preservar a cultura.
Cultura Hindu
O hinduísmo, religião de mais
de 80% da população, acredita num ser supremo (Brahman), e suas facetas são
representadas pelos desuses: Brahma, Vishnu e Shiva. Alguns hindus Alguns hindus
oram em templos, enquanto outros em pequenos santuários. O hinduísmo é uma
religião flexível, existem fiéis que não demonstram ser hindus. Eles
acreditam na reencarnação.
Cultura Budista
Buda nasceu por volta de 560 a.C. e era filho do rei. Ele vivia cercado de luxo
desde pequeno, mas ele estava ficando insatisfeito com a vida e resolveu, com 29
anos de idade, abrir mão de sua riqueza e vagar pelo mundo em busca da verdade.
Buda descobriu que o melhor jeito de chegar à verdade é pela meditação, pela
não-violência e pela moderação. Ele viajou pela Índia durante 44 anos. No
budismo não havia sistema de castas, atraindo um número considerável de
adeptos e a linguagem não era em sânscrito, era mais popular.
Cultura Islâmica
Em 622, Maomé funda na Arábia o
islamismo. Seus seguidores são os muçulmanos. A religião se expandiu
rapidamente pela Arábia e norte da África, em 711 chega ao delta do Indo, começando
a se espalhar pela Índia. Atualmente existem mais ou menos 10% de muçulmanos
na Índia, estes em intenso conflito com os hinduístas. Mas há uma ironia: o
islamismo chegou pacificamente à Índia, não forçava as pessoas a se
converterem e ainda garantiam proteção aos hindus.
Cultura Sique
É a mistura do islamismo e do
hinduísmo. Foi fundada em fins do século XV por Nanak. Foram perseguidos no século
XVII e, por isso, formaram o seu próprio exército (Khalsa). Seus membros
necessitavam cumprir as exigências dos 5 K: kes (cabelos jamais cortados);
kangha (pente); kirpan (adaga); kara (bracelete de aço) e kachh (calções). O
Khalsa conseguiu dominar o Punjab, sendo um dos últimos lugares a serem
plenamente conquistados pelos ingleses entre 1792 e 1839.
Volta
|
 |
Superfície 3.288.000
Km
Mapas
|
 |
Volta
Idioma
O sânscrito, a língua clássica da Índia,
parece não ter nenhuma relação com as formas ocidentais, porém é aparentado
com quase todas as línguas da Europa, inclusive com o português.
Tudo teve início com o povo que começou
a conquistar a Índia por volta de 1500 a.C. Quase toda a literatura indiana
antiga foi escrita na língua ária, o sânscrito. A língua nacional da Índia
moderna é escrita com caracteres derivados do sânscrito.
O sânscrito vem da árvore linguística
chamada Indo-Europeias. O tronco da árvore foi uma çíngua comum falada
provavelmente na região noroeste do Mar Negro a cerca de 2500 a.C. Depois, o
povo que vivia naquela região emigrou em diferentes direções e a árvore se
ramificou em línguas diferentes mas aparentadas.
Sânscrito (do Sânscr. samskrta, puro, aperfeiçoado,
polido) Língua indo-ariana antiga que foi a língua sagrada da civilização brâmane.
Os mais antigos textos em sânscrito, os Vedas
(que significa “saber”), são coletâneas de cantos religiosos, dos tratados
litúrgicos e dos comentários sobre esses cantos.
Foram transmitidos oralmente entre 1800 e 500
a.C.; sua transcrição, posterior, reproduz fielmente o texto oral e permite
seguir a evolução da língua. Quando,. por volta do séc. V a.C., o gramático
Panini descreveu a língua e fixou sua norma lingüística, o sânscrito era uma
língua litúrgica, o que continuou sendo até a época contemporânea: as línguas
vivas da Índia eram na verdade os dialetos vulgares (ou práscritos) que deram
origem às diversas línguas faladas atualmente.
A “descoberta” do sânscrito por filólogos europeus, no final do séc.
XVII, deu origem à lingüística indo-européia e à gramática comparada ( o sânscrito
representa uma fase de língua bem próxima das suas origens indo-européias ).
Mantém-se hoje como língua culta da Índia, se vem que alterada por influência
de outros falares.
Não obstante a língua oficial
da Índia seja o hindu, há mais de 15 línguas nacionais, faladas em 1.600
dialetos.
Volta