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História
A invasão da Índia por
tribos árias, por volta de 2000 ou1500 a.C., inicia o período histórico
propriamente dito. Os árias, povos nômades vindos do Iran, Ocuparam a região
do Punjab e dominaram a já decadente civilização dos hindus, absorvendo-lhe
numerosos elementos. Tem início então o Período Védico (c. 1500-c. 500
a.C.), narrado nos Vedas, hinos sagrados de diferentes épocas, escritos em sânscrito.
O Rig-Veda descreve as lutas dos árias contra os drávidas, no Vale do Indus,
proporcionando uma idéia sobre a vida e sociedade desse tempo; os três outros
Vedas --- Sama-Veda, Yajur-Veda e Atharva-Veda ---, seguidos pelos Brahmanas
Upanichades, narram a fase da conquista da Planície Indo-Gangética, quando,
através da síntese ário-dravídica, surge o Hinduísmo, com sua sociedade
dividida em castas e varnas ou ordens. O Período Védico se encerra no final do
séc. VI a.C., quando surgiram novas ideologias e religiões que transformaram o
ambiente intelectual do país. Entre os vários reformadores religiosos que
pregaram novas orientações dentro do contexto do Hinduísmo, destacam-se Buda,
filósofo e reformador social, e Mahavira (540-468 a.C.), último profeta jaina,
que deu origem ao Jainismo. Tais pregações encontraram ambiente propício
entre os magádicos, em franca prosperidade comercial.
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Império
Mauria
Os persas, sob Ciro, o
Grande, e Dario I, anexaram a região do Indus. Os gregos, com Alexandre Magno,
ocuparam, de 327 a325 a.C., o Punjab e o Sind, anexando vários reinos hindus,
como os de Taxila e Porus. O Império Mauria foi fundado por Chandragupta Mauria,
que derrotou os filhos do rei Nanda e expulsou os gregos do Punjab, tornando-se
senhor de Mágada. Deteve as invasões das forças de Séleuco, em 305 a.C.,
levando-as em bater em retirada. Chandragupta foi sucedido por seu filho
Bindusara (298-c. 274 a.C), que expandiu e consolidou o Império, e por seu neto
Asoka, o "rei monge", que dominou o Kalinga, ocupando toda a Índia,
com exceção dos reinos de Chola e Pandya, do Sul. Asoka foi o maio e o mais
famoso dos soberanos da Índia. Seus editos, gravados em rochas, mostram-no como adepto do Budismo. O Império Mauria não sobreviveu por muito tempo a
Asoka. Não se sabe se seus sucessores governaram todo o império ou apenas
partes dele. Finalmente, em c. 185 a.C., Pushyamitra, comandante militar,
assassinou seu senhor, fundando a dinastia Sunga (185-72 a.C.).
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Invasões
Estrangeiras
A queda do Império Mauria foi
imediatamente seguida por uma série de invasões estrangeira procedentes do
Oeste. Os primeiros invasores foram os gregos do Reino de Bactria, que, sob Demétrio
II, ocuparam a parte oriental do Império Macedônio no início do séc. II a.C.
Mas a resistência local acabou por confinar o domínio grego ao Punjab. Após a
morte de Menandro, seu mais famoso governante, o reino helênico enfraqueceu-se
gradualmente devido aos ataques dos sakas ou citas, deixando forte influência
nos campos da Astronomia e da Escultura. Os citas, procedentes da Ásia Central,
expulsaram os gregos da Bactria e, por volta de 80 a.C., exerciam o controle
sobre o Punjab. Os citas, que inicialmente se associaram aos palavas, sofreram
gradual processo de indianização e a dinastia por eles fundada durou até o
final do séc. IV d.C., quando foi destruída pelos guptas. Os mais poderosos
invasores dessa época, os kushans, antigos yueh-chih, derrotaram os citas, e
sua Segunda dinastia teve em Kanishka o seu maior representante, grande defensor
do Budismo.
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Dinastias
Nacionais
Após os maurias,
projetaram-se no Decan os andhras ou satavahanas, que alcançaram o apogeu no séc.
II d.C. Adeptos do Budismo de protetores da literatura pra crítica, de forma
vernácula, popular, os andhras apoderaram-se do Malwa e iniciaram longa luta
contra os citas do Gujarat, cabendo a Vikramaditya derrotá-los. No Reino de
Kalinga, Kharanvela, adepto do Jainismo, alconçou grande poderio, tendo
combatido os andhras e tomado Pataliputra aos sungas. No sul permaneceram os
reinos tâmiles e no Norte coube aos bharasivas derrotar os kushans e
restabelecer o poder imperial. As dinastias nacionais restauraram a autoridade
imperial e o sistema nacional ortodoxo, favorecendo o renascimento da cultura
sanscrítica.
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O
Império Gupta e a Índia Clássica
Após invasões estrangeiras, a
história política do país conheceu um período de relativa obscuridade, situação
que permaneceu até a ascensão de Chandragupta, fundador da Dinastia Gupta, em
320. Seu filho e sucessor Samudragupta (c. 340-380), que realizou conquistas no
Norte e no Sul, foi grande protetor das artes e da Literatura. O Império Gupta
alcançou seu apogeu sob Chandragupta II Vikramaditya, filho de Samudragupta,
que expandiu mais ainda o império com a conquista do Reino Saka, de Ujjaim, e
outros territórios. Após os reinados de Kumaragupta I e Skandagupta, o período
imperial dos guptas terminou, embora a família tivesse continuado a governar
com autoridade reduzida durante séculos. O império dividiu-se e surgiram novas
dinastias.
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Novas
Invasões e as Rivalidades Dinásticas
No início do séc. VI,
os hunos brancos ou eftalitas conquistaram a maior parte do país. O chefe huno
Toramana e seu filho Mihiragula mantiveram a supremacia até o final do reinado
deste último, quando o gupto Baladitya repeliu os hunos no Ganges. Em 533,
Yasodharman restabeleceu a supremacia hindu na Índia Ocidental. No séc. VII,
Harshavardhana (606-647), de Thamesar, grande protetor das letras e adepto do
Budismo, tentou constituir um império, obtendo êxito apenas na Índia
Setentrional. Após a morte de Harshavardhana, o Norte do país subdividiu-se em
diversos Estados, destacando-se os governantes das dinastias Pala, Sena, Rajpute,
Chalukia e diversas outras. No Sul, além dos chalukias, predominaram os
rashtrakutas, e no extremo sul, os três reinos tâmiles --- Chola, Pandya, e
Chera --- foram tomados pelos palavas, cujo apogeu ocorreu em fins do séc. VI.
Os palavas dominaram até o final do séc. IX, quando cederam lugar ao império
dos cholas, os quais, sob Rajaraja I (985-1014) e seu filho Rajendra (1014-44),
controlaram não apenas o sul da Índia e o Ceilão como enviaram uma expedição
naval à Indonésia e Malaia (atual Maláisia).
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Domínio
Islâmico
Primeiro Período. A expansão
árabe na Índia iniciou-se com a conquista do Sind (712), mas somente
consolidou-se após a ocupação da região hoje correspondente ao Afeganistão.
Estabelecidos em Ghazni, no final do séc. X, escravos turcos começaram a
realizar incursões no Punjab. Muhmud (971-1030) estendeu o domínio da Mesopotâmia
ao Ganges e da Transoxiana aos desertos de Rajputana. Os descendentes de Muhmud
foram expulsos de Ghazni por um poder muçulmano
rival, os shansabanis de Ghor, e forçados a refugiarem-se no Punjab. A
conquista efetiva veio com o Mahamed de Ghor, que derrotou definitivamente as
forças hindus do soberano Rai Prithwiraj, de Delhi, na Batalha de Taraori
(1192). Após o assassino de Muhamed (1206), um de seus generais, fundou a
dinastia dos reis-escravos, de Delhi. Assim surgiu o Sultanato de Delhi, que
durou até 1526, quando Babur lançou as bases do Império Mongol.
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